Arquivo de janeiro de 2007

Adoro costurar

Postado por auri em 29/jan/2007 Comentar

Mas ontem eu li, desenhei e pintei um retrato gigante de Nina Bianca.

Adorei ter-me encontrado com João Ubaldo Ribeiro e seus personagens pitorescos. Com Donis A. Dondis e suas análises cheias de significados. Com a realidade e a possibilidade da Terceira Guerra Mundial. Com Carl Sagan e suas advertências sobre o destino do planeta. Comigo mesma e minha impotência diante de tanta coisa acontecendo ao meu redor.

Eu detesto o mar mas estive com ele

Postado por auri em 17/jan/2007 Comentar

Na verdade, não por ele. Por Nina e sua mais nova amiga, Taís, que veio de Itapajé. Ela está em casa por 3 dias e foi ao cinema pela primeira vez ontem. Tem 13 anos e faz a sexta-séria. É linda como uma pocahontas e cheia de boas qualidades: companheira, amiga, atenciosa, disposta e corajosa. Nina e ela estão se dando bem. Para mostrar minha boa vontade, levei-as até a praia hoje cedo. Fui de calças, chapéu, óculos e protetor solar. Fiquei na sombra, bem vestida e longe. Lendo Klee, quase louca com o barulho repetitivo das ondas. Não gosto, mas fui. O que a gente não faz pelos filhos!

Sou uma pessimista impaciente

Postado por auri em 15/jan/2007 1 comentário

Neste final de semana (14 e 15 de janeiro) fomos para o Abrigo de Montanhas em Itapajé. Muito alto, muito frio, muito lindo. As crianças acamparam, nadaram no açude, andaram de Jumento; Vital leu, fotografou, filmou, dormiu e curtiu a natureza como só ele sabe e tanto gosta. Outros brincaram, riram, extasiaram-se. Eu li, desenhei, comi, dormi e me zanguei com os passarinhos irritantes.

Acho até que me esqueci de uma porção de coisas, mas voltei preocupada. Descobri que não fico deslumbrada diante da natureza. Ela não me surpreende, não me cativa. Receio que esteja me tornando uma parte viva da selva de pedra. Sem capacidade para me sentir formando elos com o universo, cada vez mais me sinto prestes a partir, a ir para um lugar que não sei aonde é. Para lugar nenhum. Conformo-me em saber e acreditar que sou uma refeição em potencial para os vermes que primeiro comerem minha carne. E que meus ossos ainda viverão mais que minha pele branca, que o Sol tenta queimar.

Então, aproveito o que minha família me proporciona: alegria, satisfação, segurança, coerência. Até mesmo a raiva, insegurança, medo, impotência. São estas as sensações que me motivam, que me empurram para o dia de amanhã. Não tenho ilusões sobre futuro, alma, transcendência. Não acredito, duvido e não me surpreendo se dá errado. Já espero que seja assim.

Sou uma pessimista impaciente com uma câmera na mão. Estou assistindo a tudo, sei como vai acabar e não tenho vergonha de dizer, embora tema que nem todos gostem de ouvir: acho a vida longa demais. Entretanto, Iago dormiu no pau-de-arara em movimento, ladeira sinuosa e esburacada abaixo.

Ai que dor

Postado por auri em 09/jan/2007 1 comentário

Eita! Já se foram quase 10 dias desde a última vez que escrevi. Hoje teve aula e não fui. E o meu ombro tá doendo porque a mesa é alta. Totonho e os Cabra ficam tentando me animar, mas estou mesmo é com sono. Vontade de costurar… fazer um filme ou assistir um. Ir pra casa ver as crianças…