Arquivo de agosto de 2007

As aranhas foram embora?

Postado por auri em 30/ago/2007 Comentar

No dia 25 de agosto de 2007, visitei a exposição de caráter documental sobre o Grupo Aranha. Em cartaz no BNB Centro de Fortaleza, trata-se de uma reunião documental sobre a produção artística de 4 fortalezenses que começou a atuar na capital cearense na década de 80. Eu estava em Itapajé e não me dava conta de que o mundo era maior do que o quintal do Patronato São José. Não acompanhei nada, claro.

Estes sujeitos estavam aqui literalmente pintando o 8. Muros, ônibus, calçadas, fachadas. Bastava ser público, grande e perto da Praia de Iracema para que eles resolvessem ilustrar, colorir, dar vida. Hélio Rola, Kazane, Sérgio Pinheiro, Alan Medonça, Eduardo Eloy e Maurício Cals, contando com a participação de Efímia Rola, o grupo Aranha marcou época nas ruas da cidade. Não houve quem não notasse e ainda hoje se lembre das paredes pintadas. Meu marido, que na época trabalhava como diretor do Frifort, ao ver as fotos da montagem, disse que achava muito bonito e sente falta de iniciativas deste tipo atualmente.

Cadê esses caras? Só sei onde andam dois deles. Hélio Rola que continua pintando o 7, só que agora virtualmente e Eduardo Eloy que ainda produz bastante. É hora de novas aranhas…

A curadoria da exposição é Herbert Rolim, professor e artista plástico em atividade. Vale destacar o excelente texto informativo que, com uma síntese delicada e ainda assim minuciosa, ele nos deixa a par do momento e sua importância para a história da arte no Ceará.

O desenhista adormecido

Postado por auri em 29/ago/2007 Comentar

Quando era criança lembro de desenhar de um tudo. Mas, o pessoal de casa não me dava muita bola. Acho que meus rabiscos não eram muito fotográficos. Foram sugerindo que eu me tornasse professora, já que gostava também de ler e a letra era bonita. Sobre meus desenhos, nenhum comentário encorajador. Cresci e acabei me convencendo que estavam com a razão por não terem dado corda para minha vontade. Vendo o trabalho de outras pessoas com o talento nato para o lápis, me conformei por saber ler. E bem.

Um dia, depois dos trinta, resolvi entrar numa escola de artes para aprender o tal desenho. Ilusão. A metodologia de lá não era clássica, disseram. Estou há quatro anos, na porta da saída e o tal aprender a desenhar que fui buscar, não encontrei. É verdade que me ajudou em muitos outros aspectos da percepção visual, mas desenho… não.

Foi Danny Gregory com seu maravilhoso livro The Creative License: Giving yourself permission to be the artist you truly are que me cortou as amarras. Ao dizer que todo mundo pode desenhar, ele mostra maneiras simples para começar e dicas valiosas para não parar quando as coisas não ficarem do jeito que os outros gostariam.

A primeira e mais valiosa de todas as dicas: desenhe sempre, desenhe tudo, desenhe qualquer coisa, desenhe já. Sem editar, sem apagar, sem corrigir. Mas desenhe.

A segunda dica que me serviu: não mostre aos outros se você não está preparado para ouvir o que teêm a dizer. Desenhe para você e não para uma exibição pública.

A terceira e útima dica: arranje um livro, um caderno sem pauta e faça um diário desenhando tudo que você tiver em casa. Do seu jeito. Pare, olhe, desenhe.

Estou fazendo o meu caderno mas ainda não estou pronta para mostrar. O desenhista adormecido ainda não está totalmente acordado, mas estou insistindo. Um dia quem sabe. Ah! Não sou professora como os adultos desejaram um dia, mas nunca é tarde quando se está vivo, não é verdade?

Sobre o livro: Em português, o título é mais ou menos A licença criativa: dando a você mesmo permissão para ser o artista que verdadeiramente é. Não encontrei no Brasil. Mas na Amazon, você pode comprá-lo por U$10,88 mais as taxas. 198 páginas. Em inglês.

Escolhendo a melhor cor

Postado por auri em 29/ago/2007 Comentar

Para prevenir problemas com escolhas de cores e evitar as desculpas da prova impressa, nada melhor do que gastar um tempo antes de começar a botar a mão na massa, escolhendo o conjunto harmonioso para todo o trabalho. Bem no início do processo criativo, primeiro a cor.

"No instante em que visualizar a cor no seu monitor, olhe também para o layout e para as imagens que vai usar e certifique-se de que está escolhendo a cor certa, dentro de um padrão e de um espaço previsível. É muito melhor garantir uma cor consistente no começo do que tentar mudar a expressão roxa que seu cliente vai fazer quando o projeto ficar pronto!", diz Chip Pearson consultor americano de Design Gráfico ( www.fndtn.com; chip@fndtn.com).

Guerra aos elevadores

Postado por auri em 26/ago/2007 1 comentário

A partir de hoje não uso mais elevador. Essa máquina construída pelo homem no auge da sua mania de grandeza, tem mais malefícios do que benefícios para as pessoas que podem andar. Salvo em casos de extrema necessidade, aos que são portadores de deficiência e aos idosos, aos acidentados e doentes, o elevador é um aliado da preguiça, comodidade e um encorajador de doenças vasculares.

Subir e descer escadas é um hábito saudável que ajuda a fortalecer a musculatura dos membros inferiores e o coração. Queima calorias que estão acumuladas em excesso, faz você liberar toxinas pelo suor e melhora a resistência do seu pulmão. Deixa o seu corpo mais rijo, ajuda na oxigenação do cérebro e é excelente para a beleza das pernas.

Só não dá pra pessoas que andam de salto alto, literalmente. O que não é meu caso. Sempre de havaiana ou tênis, plataformas nos pés não serão um problema simplesmente por que não vão existir.

Faz três semanas que excluí o elevador de meus dias saudáveis. Que assim seja!

Coisas

Postado por auri em 04/ago/2007 Comentar

 

Aquarela sobre papel. 2007.