Arquivo de agosto de 2008

Tecnologia não é tudo

Postado por auri em 30/ago/2008 Comentar


O que faz a vida melhor são as pessoas e não as máquinas. São os relacionamentos, as histórias que construímos. As máquinas são apenas acessórios, ferramentas importantes para este processo ocorrer com mais facilidade. Não é o iPod que é legal. É o que o iPod pode fazer para que você tenha mais amigos e seja mais feliz. A partir do momento que passamos a condicionr o iPod à felicidade, o problema começa.

Acabei de ouvir entrevista com o ex-cientista da computação e atual artista John Maeda(o da esquerda na foto). Ele acabou de ganhar uma fã. Diretamente do MIT para o mundo do design e das artes. Defensor da simplicidade, o cara é simplesmente gênio e acha que a arte é mais importante que os computadores, por que está sempre em constante mutação. Já a atual computação segue para mais gigas, menos tamanho, mais velocidade. Sem muitas perspectivas de mudanças reais para o ser humano.

Exagerado?

Confira a entrevista vc mesmo. Talvez tenha outra percepção sobre a história.
Blog do Instituto de Belas Artes do qual é presidente: http://our.risd.edu/category/maeda/
E o site do artista: http://www.maedastudio.com/index.php

Ossos do mundo

Postado por auri em 20/ago/2008 Comentar

O mundo é cheio de problemas. E às vezes, para uma pessoa só, eles vêm de ruma. Não bastasse a gente ter que se matar de trabalhar para ter uma vida digna, ainda tem os que querem nos matar para ter uma vida malandramente.
Roubaram meu carro, meu celular e minha segurança. No auge do desepero, pensando que seria demais dar para uma pessoa atrevida, grossa e feia o celular, gratuitamente, agarrei-me com o dito cujo. Modidas, pesadas, tabefes e ele me xingando de todos os nomes que mãe dele ensinou. O larápio ainda puxou o aparelho fugindo de bicicleta.
O Ronda passou logo em seguida. No meu quarteirão, não. Não tem vez para o Ronda. Só para o ladrão.
O carro, pelo menos a gente nem viu. Quando demos fé, ele tinha desaparecido. Ficou em nós somente a sensação real de termos sido vítimas da insegurança. Mas fico me perguntando o que eu faria se visse o cara abrindo meu carro. Será que eu ia correr, gritar ou morder?
São os ossos. Ossos do mundo que saem da pele e doem na nossa carne. Na nossa fratura exposta.

Explicando o inexplicável

Postado por auri em 20/ago/2008 Comentar

Tava olhando as citações ou coisas que os meus colegas escrevem no Google Talk. A maioria pede pra não perburbar, encher o saco, trabalhando…, saí pra comer. Mas encontrei uma que me chamou atenção: “É buscando consciência pra não poder viajar”. Era da Jully. Pedi a ela que desenhasse pra mim.

Ficou assim: “Ah! é de música lindíssima de Zé Ramalho – Avôhai, quarta-feira. Quer dizer que quando deixamos fluir o que imaginamos e criamos em nós ou em nossos pensamentos, isso nos leva para um mundo futurista, irreal e acabamos por fugir deste espaço terreno que é conhecido como a possível verdade ou a imposta realidade. Enfim, é preciso voltar para o seu senso de consciência para que ele lhe ponha os pés fincados no chão de todas as coisas. É mais ou menos assim filosoficamente falando, porém não precisa entender tanto. rsrs ;D”

Taí, pra vcs sentirem que é possível explicar até mesmo quando parece que não dá. Né, Jully!