Arquivo de setembro de 2008

Pixadores invadem galeria em nome da arte

Postado por auri em 30/set/2008 Comentar

No dia 3 de setembro, às 3 da tarde, um grupo de pichadores invadiu a Galeria Choque Cultural para um ataque. Segundo eles, a idéia era tomar posse do local. Calma, não era vandalismo, era uma exposição combinada e programada pra ser assim. Os caras chegaram com as latas de spray e detonaram nas paredes, nos quadros, no teto, nas janelas.
Essa galeria tem fama de inovar, entretanto não li nada por aqui em nenhum jornal ou revista. Pra ficar sabendo, tive que ir num site estrangeiro: Design Boom, que fez uma matéria sensacional sobre a exposição e também sobre a importância da arte de rua brasileira. Lá também, encontrei fotos dos Gêmeos e do Nunca em exibição no Tate Modern. Uau!

Super Size Me!

Postado por auri em 27/set/2008 2 Comentários

A pessoa vai pro centro de consumo moderno, apinhado de gente, depois de oito horas de trabalho num Sábado. Localiza rápido uma loja de “fast-food”, se empanturra de pão branco, queijo mussarela derretido, manjericão e tomate. Força tudo goela abaixo com suco de polpa sem nutrientes, congelada, de cajá, com açúcar.

Depois, quando a barriga começa a apertar na calça e a sensação de arrependimento bate na frente do espelho, se pergunta: por que eu comi tanto?

Aí, o filme Super Size Me! passa todinho em 5s na tua cabeça. Tarde demais, filha!

Não consigo me entender. Se detesto comida-lixo, por que ainda vou para os lugares aonde vendem isto? Estou totalmente intoxicada, viciada e doente de tanto comer porcaria disfarçada de alimento. A culpa é só minha? Acho que sim. Afinal, eu decido, não é!

Koons em Versailles: quando o kitsch encontra o paradigma

Postado por auri em 12/set/2008 Comentar

Jeff Koons exibe em Versalhes. 100 manifestantes fazem piquete na frente do Palácio para protestar contra a invasão. É um ultraje, dizem. O diretor do museu diz que Versalhes não pode ficar para sempre imerso em formol. Koons diz realizar um sonho. Eu digo que a diversidade e a democracia são realmente um barato. Adorei os objetos modernos feitos de aço, flores, plástico e aspiradores de pó confrontando os empolados retratos à óleo da nobreza francesa morta e ultrapassada.